
a lentidão eterna do pó suspenso
magnetiza meus olhos rijos,
olhos de concreto:
paredes que me encerram o interno
escuro
na inospitalidade fria e acre
de pulmões em coma
inspirando a sua ausência
expirando o anseio
pela simultaneidade contigo
silêncio simultâneo
presença quente
espaço compartilhado
do buraco que herdei
sorvo vapores
(é o que resta)
vapores da memória
teu rosto na moldura do meu peito
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Imagem: Aquarium - Escultura de fumaça, de Mehmet Ozgut
12 comentários:
Lindas palavras.
Amores ocultos são tão fumaça, um dia o devaneio acaba.
Beijos!
É sempre bom ler-te
jnh
voltei,
na sequidão de ventres.
"teu rosto na moldura do meu peito"...incrível como você realmente consegue surpreender a cada poema. Parece que nunca faltam palavras (acho que já disse isso) e que você sabe sempre onde encaixá-las. E outra: mesmo tendo um estilo próprio em construção, você tem uma capacidade de mudar, de fazer algo novo a cada tentativa. Gostei muuuito desse!Beijos, amiga! Ah, voltei..rs
nossa senhora! adorei o final.
Teus versos são insensatos versos, são bastante reflexivos e profundos, temos uma maneira um pouco compartilhada de escrever...
Thiago A.
muito boom!! :)
muito bem!
você escreve com alma.
bj
Vapores da memória... que se grudam no espelho da história e que nosso dedo insiste em desenhar um "s" de saudade... beijo bom em você!
Ah, Line, tô bem melhor!;)
contigo
as-fixado no peito
ins-piro
um traço azul
é a ferrugem da memória
numa poça em tua alma...
adorei seu poema!
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